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he web can be weaponised – and we can’t count on big tech to stop it

Sir Tim Berners-Lee, inventor da web, escreveu um longo artigo no Guardian celebrando os 29 anos de sua criação, completados ontem. Pela primeira vez, mais de metade da população mundial está online. O cientista propõe três compromissos. O primeiro é combate à desigualdade digital: é preciso trazer quem está fora para dentro — estar offline quer dizer menos oportunidade, menos acesso a informação, a serviços, à própria democracia. Desde 2016, a ONU considera internet um direito humano, assim como saneamento.

O segundo é que a rede precisa funcionar para todos. O que antes foi um conjunto pulverizado de inúmeros sites cedeu ao peso de poucas plataformas dominantes. Novos gatekeepers foram criados, que decidem quais ideias e opiniões são ouvidas e compartilhadas. Estas empresas compram startups, rapidamente controlam inovadores e contratam os engenheiros mais talentosos. A concentração do poder na internet permite que teorias conspiratórias se proliferem com rapidez e terminam por interferir em eleições. Estas companhias compreendem os desafios que têm, mas foram construídas para maximizar o lucro. Claro. Há um conflito interno. Talvez seja preciso que o Estado entre para regulamentar.

Por fim, Berners-Lee sugere que há dois mitos perigosos na web. Um é que publicidade é o único modelo negócios que a viabiliza. O outro, que é tarde demais para mudar como as empresas funcionam na rede. “Os problemas que encaramos na web são complexos e grande, mas podemos vê-los como bugs. São problemas nos softwares escritos por pessoas e que, portanto, podem ser consertados por pessoas.”

www.theguardian.com/commentisfree/2018/mar/12/tim-berners-lee-web-weapon-regulation-open-letter